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Apenas 45 famílias participam de acolhimento temporário de crianças no Tocantins: serviço ainda enfrenta resistência e falta de estrutura

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Com a chegada do Dia das Mães, surgem reflexões sobre os diversos significados da maternidade, e uma dessas representações silenciosas, porém marcantes, são as mulheres que integram o Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora (SFA). No Tocantins, apenas 45 famílias em todo o estado estão cadastradas para receber, temporariamente, crianças e adolescentes afastados de suas famílias por ordem judicial.

O serviço, conhecido por oferecer um ambiente seguro, afetuoso e temporário, é amparado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e pela política do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Embora seja considerado prioritário em relação ao acolhimento institucional, o SFA ainda caminha lentamente no estado, enfrentando obstáculos como falta de engajamento das prefeituras e carência de estrutura técnica adequada.

De acordo com informações divulgadas pelo Ministério Público do Estado do Tocantins, até abril de 2025, apenas 22 dos 139 municípios tocantinenses contavam com famílias habilitadas a prestar esse tipo de acolhimento. E o número de crianças e adolescentes atualmente atendidos pela modalidade é ainda mais baixo: apenas 11.

O promotor de Justiça Sidney Fiori Junior destaca que o modelo familiar não só promove mais humanidade ao processo de acolhimento, como também reduz os custos para o poder público. “É um modelo mais humano e menos oneroso para o município”, afirma o promotor. No entanto, ele alerta que somente criar uma legislação municipal não basta. “É preciso estrutura, equipe técnica capacitada e vontade política para fazer o serviço funcionar.”

Atualmente, 46 municípios já aprovaram leis que instituem o serviço, mas apenas uma pequena parte colocou o projeto em prática. Municípios como Miracema, Nova Olinda, Tocantinópolis e Santa Terezinha apresentam maior adesão ao modelo, enquanto as crianças acolhidas estão concentradas em apenas sete cidades — entre elas Colinas, Araguaína e Palmeiras.

Em Palmas, a capital, a lei que institui o serviço foi aprovada apenas em 2024. O Ministério Público tem atuado ao lado do Grupo de Trabalho Intersetorial para viabilizar a implementação efetiva do programa, que depende da criação de uma estrutura mínima obrigatória. Para funcionar corretamente, o SFA precisa contar com assistente social, psicólogo, coordenador, apoio administrativo e um espaço físico específico para as atividades. As famílias acolhedoras também recebem uma Bolsa Auxílio, geralmente equivalente a um salário mínimo, para cobrir os custos com as crianças.

Apesar das dificuldades, histórias como a da estudante de Serviço Social Hellen Kárita, de 30 anos, residente em Miracema, revelam o impacto positivo do serviço. Ela acolheu dois irmãos por quatro meses e afirma que a vivência transformou sua percepção sobre maternidade. “A maternidade vai muito além do biológico. Acolher é um ato de amor que transforma a gente por dentro. Mesmo sendo temporário, saber que você foi o porto seguro de uma criança no momento mais delicado da vida dela não tem preço”, relatou Hellen. A experiência também influenciou positivamente os próprios filhos dela, que passaram a compreender mais sobre empatia e solidariedade.

A baixa adesão ao SFA no Tocantins evidencia não só a falta de políticas públicas efetivas, mas também a ausência de campanhas de conscientização que mostrem à sociedade a importância do acolhimento familiar como alternativa digna e transformadora ao abrigo institucional.

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Greve dos professores em Araguaína expõe embate entre valorização profissional e gestão orçamentária

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Nesta sexta-feira, 9 de maio, a Prefeitura de Araguaína se manifestou publicamente sobre a paralisação dos professores efetivos da rede municipal de ensino. A gestão afirmou ter recebido com surpresa a decisão da categoria, destacando que o diálogo com os profissionais da educação sempre esteve aberto e que as demandas apresentadas estão sendo analisadas com responsabilidade.

Segundo nota enviada à imprensa, a administração municipal informou que uma reunião já estava previamente agendada com o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Araguaína. O encontro deveria ter ocorrido na última quarta-feira, 7, mas teve de ser reagendado para o próximo dia 14 devido a uma viagem de urgência do prefeito Wagner Rodrigues a Brasília. A prefeitura ressaltou que o reagendamento foi comunicado com antecedência ao sindicato, antes da deflagração da greve.

Entre as reivindicações dos professores estão o pagamento das progressões funcionais, a implementação do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) para os servidores administrativos e a aplicação da Lei do Piso Nacional, que prevê a destinação de um terço da jornada de trabalho para atividades extraclasse, como planejamento.

A Prefeitura informou que está avaliando as reivindicações com base na viabilidade financeira do município para o ano vigente. A nota enfatiza que é dever do Executivo assegurar a distribuição equilibrada dos recursos públicos entre todos os setores que necessitam de investimentos e manutenção, não sendo possível priorizar uma área em detrimento das demais.

Além disso, a gestão municipal alegou estar enfrentando dificuldades financeiras provocadas pela redução nos repasses constitucionais de outras esferas de governo. Segundo o comunicado, essa situação vem comprometendo o equilíbrio das contas públicas desde o início de 2025.

A administração também fez questão de frisar que os salários pagos atualmente aos professores da rede municipal são, conforme levantamento interno, os terceiros mais altos entre as redes públicas de ensino em todo o país. A remuneração, de acordo com o município, supera até mesmo a de muitas instituições privadas de ensino e é regulada por um plano de carreira que já se encontra em processo de atualização.

Para assegurar o cumprimento do calendário escolar, a Prefeitura anunciou que os dias letivos afetados pela paralisação serão repostos. As aulas poderão ocorrer aos sábados ou durante o mês de julho, a fim de evitar prejuízos à aprendizagem dos estudantes, especialmente das crianças que estão em fase de alfabetização.

A nota também destaca que nos últimos quatro anos, Araguaína teria registrado um dos maiores volumes de investimento em educação da sua história. Dentre as ações, estão a construção de novas escolas, reforma e ampliação de unidades já existentes, entrega de materiais didáticos, instalação de ar-condicionado em todas as salas — inclusive nas escolas da zona rural — e ampliação de espaços de lazer. A cidade também recebeu reconhecimento nacional por seus avanços na área.

Neste início de 2025, foi inaugurada a primeira creche em tempo integral do município, a unidade Gardene Mota, com capacidade para atender 230 crianças. Segundo a Prefeitura, a meta é estender esse modelo para toda a rede municipal nos próximos anos.

A gestão finaliza o comunicado reiterando que continua comprometida com a qualidade da educação e com a valorização dos servidores, mas reforça que todas as decisões devem ser tomadas com base na responsabilidade fiscal e no cumprimento da legislação orçamentária.

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Superlotação no Hospital Dom Orione acende alerta em Araguaína em meio a surto de viroses

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Na noite de quinta-feira (08), o Hospital e Maternidade Dom Orione (HDO) suspendeu temporariamente os atendimentos no Pronto Atendimento devido à superlotação. A medida emergencial escancarou a pressão que o sistema de saúde de Araguaína vem enfrentando nas últimas semanas, especialmente com o agravamento de um surto de viroses respiratórias que afeta principalmente crianças.

Atendimento retomado na manhã de sexta-feira (09)
Em comunicado oficial, a direção do hospital informou que os atendimentos foram normalizados nas primeiras horas desta sexta-feira. A instituição reforçou seu compromisso com a segurança dos pacientes e com a qualidade no acolhimento, mesmo em cenário de alta demanda.

Surto de viroses respiratórias sobrecarrega sistema de saúde
Araguaína vive um pico de viroses respiratórias que tem lotado os hospitais e unidades de pronto atendimento. O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) emitiu um alerta epidemiológico devido ao aumento expressivo de síndromes respiratórias graves, como bronquiolite, provocadas por vírus como a Influenza, Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e Rinovírus — que afetam com maior gravidade o público infantil.

Medidas emergenciais no HMA e PAI
O Hospital Municipal de Araguaína (HMA) abriu 10 novos leitos de internação pediátrica. Além disso, passou a oferecer fisioterapia respiratória contínua no Pronto Atendimento Infantil (PAI), com objetivo de acelerar a recuperação dos pequenos pacientes e reduzir o tempo de internação. Segundo a diretora técnica Elena Medrado, a equipe de atendimento 24h também foi reforçada.

Cuidados preventivos e vacinação
Para conter a disseminação das infecções, autoridades de saúde recomendam medidas simples, como lavar as mãos frequentemente, evitar aglomerações, manter ambientes ventilados e utilizar álcool em gel. Evitar contato com pessoas doentes e manter a vacinação em dia também são formas eficazes de prevenção.

A Prefeitura de Araguaína reforça a campanha de imunização com a Estratégia de Vacinação nas Escolas, que segue ativa até 30 de maio, abrangendo alunos da educação infantil ao ensino médio. Pais e responsáveis devem autorizar previamente a aplicação das vacinas nas instituições de ensino.

Atenção aos sinais de alerta
Casos de gripe mal tratados podem evoluir para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com sintomas como febre alta, tosse, cansaço e falta de ar. Nestes casos, o atendimento médico nas primeiras 48 horas é essencial para o sucesso do tratamento.

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Prefeito de Porto Nacional sanciona lei que autoriza uso de armas de fogo pela Guarda Municipal

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O prefeito de Porto Nacional, Ronivon Maciel, sancionou nesta quarta-feira (7) a Lei nº 2.707/2025, que regulamenta o uso de armas de fogo pela Guarda Municipal (GMPN). A medida, publicada no Diário Oficial do Município (edição nº 980), tem como objetivo reforçar a segurança pública e a proteção do patrimônio municipal, em conformidade com o Estatuto Geral das Guardas Municipais (Lei Federal 13.022/2014).

A regulamentação permite que os guardas atuem armados em ações de patrulhamento e operações conjuntas com outras forças de segurança. Atualmente, 18 dos 28 agentes da GMPN estão aptos ao porte de arma, enquanto os demais passam por nova avaliação técnica e psicológica.

Segundo o superintendente de Segurança Pública, Marcílio Parente, os guardas receberam treinamento especializado e avaliações conforme exigências da Polícia Federal. A comandante da GMPN, Adriana Carneiro, destacou a importância da conquista para a valorização da corporação e a confiança da gestão municipal.

A nova lei já está em vigor e prevê treinamento contínuo e fiscalização rigorosa para garantir o uso responsável do armamento e o respeito aos direitos da população.

Caixa Econômica lança nova Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida para famílias de classe média

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A Caixa Econômica Federal deu início, nesta segunda-feira (5), à operação da nova Faixa 4 do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. A medida expande o público atendido, agora incluindo famílias de classe média com renda mensal de até R$ 12 mil. Nessa nova faixa, será possível financiar imóveis de até R$ 500 mil, com juros anuais de 10% e prazos de pagamento de até 420 meses, o equivalente a 35 anos.

A regulamentação dessa etapa foi definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) na última semana, que autorizou o uso de fontes alternativas de financiamento além do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Entre elas estão a caderneta de poupança e as Letras de Crédito Imobiliário (LCI). Imóveis novos poderão ser financiados em até 80% do valor total. Já no caso de imóveis usados, o percentual máximo de financiamento será de 60% nas regiões Sul e Sudeste, mantendo-se em 80% nas demais áreas do Brasil.

A criação da Faixa 4 tem como objetivo ampliar o alcance do programa habitacional, tradicionalmente focado em famílias de baixa renda. Com a inclusão da classe média, o programa passa a contemplar um segmento mais amplo da população, mantendo condições de crédito facilitadas, embora sem subsídios governamentais.

Além da nova faixa, a Caixa atualizou os parâmetros das demais categorias do programa:

  • Faixa 1: Famílias com renda de até R$ 2.850 terão acesso a subsídios de até 95% do valor do imóvel;
  • Faixa 2: Renda entre R$ 2.850,01 e R$ 4.700, com direito a subsídio de até R$ 55 mil e juros reduzidos;
  • Faixa 3: Para quem possui renda entre R$ 4.700,01 e R$ 8.600, será possível financiar imóveis de até R$ 350 mil com juros anuais de 8,16% acrescidos da Taxa Referencial (TR). Para cotistas do FGTS, a taxa será de 7,66% ao ano.

A Faixa 3 também passa a contar com recursos do Fundo Social do Pré-Sal, ampliando a capacidade de oferta de crédito. Famílias inseridas nas faixas 1 e 2 poderão migrar para a Faixa 3, caso desejem financiar imóveis mais caros, embora percam o direito aos subsídios previstos nas suas faixas originais.

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Trabalhador morre após queda de reservatório de grãos durante manutenção em Araguaína

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Um acidente de trabalho ocorrido na tarde desta terça-feira (6), no Setor Agroindustrial (DAIARA), em Araguaína, resultou na morte de Sebastião Alves Coelho, de 44 anos. A vítima realizava serviços de manutenção no topo de um reservatório de grãos, localizado na Avenida Rio Bandeira, quando caiu de uma altura aproximada de 10 metros, por volta das 17h40.

Segundo informações fornecidas pela Polícia Militar, testemunhas relataram que Sebastião estava no alto da estrutura quando perdeu o equilíbrio e caiu. Apesar de utilizar cinto de segurança, o impacto com o solo foi extremamente violento, causando ferimentos graves na cabeça, com sangramento intenso. Ele ficou desacordado logo após a queda.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado imediatamente, mas ao chegar ao local os socorristas apenas puderam constatar o óbito. A Polícia Militar classificou o caso como morte acidental e acionou a Polícia Científica, que realizou os trabalhos de perícia no local da ocorrência. O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames antes de ser liberado à família.

A Polícia Civil também foi acionada e deve acompanhar o caso para apurar com mais precisão as circunstâncias que levaram à queda. Até o momento, a empresa para a qual Sebastião prestava serviço não teve o nome divulgado oficialmente.

O acidente reacende discussões sobre a segurança do trabalho em ambientes de risco, como silos e estruturas elevadas, onde a manutenção exige protocolos rigorosos e o uso adequado de equipamentos de proteção individual. Ainda não há confirmação se houve falha nos dispositivos de segurança ou nas condições do local que possam ter contribuído para o acidente fatal.

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