Serial Killer Condenado a 72 Anos e Comparsa do PCC Seguem Foragidos um Mês após Fuga de Presídio “Tecnológico”

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Renan Barros da Silva e Gildásio Silva Assunção escaparam da Unidade de Cariri do Tocantins no Natal; falha em estrutura modular de R$ 32 milhões levanta questionamentos sobre a segurança do sistema prisional.

As forças de segurança do Tocantins completam, nesta segunda-feira, um mês de buscas infrutíferas por dois criminosos de alta periculosidade que escaparam da Unidade de Tratamento Penal de Cariri do Tocantins. O “serial killer” Renan Barros da Silva, de 26 anos, e seu aliado Gildásio Silva Assunção, de 47 anos, protagonizaram uma fuga cinematográfica em pleno dia de Natal, 25 de dezembro, ao serrarem as grades da cela e escalarem o alambrado com o auxílio de cordas feitas de lençóis.

Renan Barros carrega uma sentença de 72 anos de reclusão devido a uma série de assassinatos brutais cometidos em Araguaína, em maio de 2021, onde executou três homens e feriu um quarto. Entre suas vítimas confirmadas está Francisco Régis Freitas Gonçalves. Além das condenações, o delegado Adriano Carvalho, que liderou as investigações, aponta que o criminoso é alvo de outros inquéritos: “Renan também é investigado por outros dois homicídios no Tocantins e um no Maranhão”, afirmou a autoridade.

Gildásio, que também responde por homicídio, integra junto com Renan a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A periculosidade da dupla mantém as polícias civil e militar em alerta máximo, com solicitações constantes de colaboração da população por meio de denúncias anônimas.

Falha em Complexo de Alta Tecnologia

A fuga levanta questionamentos contundentes sobre a eficácia da Unidade Penal de Cariri. Inaugurado em 2020 com um custo de aproximadamente R$ 32 milhões, o presídio foi construído com um sistema modular pré-fabricado de alta resistência, projetado especificamente para impedir que detentos tivessem acesso a metais ou ferramentas.

De acordo com a Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju), os fugitivos haviam sido realocados para uma cela isolada por razões disciplinares pouco antes da evasão. O governo estadual abriu uma investigação para apurar como serras e outros materiais foram introduzidos em um ambiente que, teoricamente, deveria ser impenetrável devido à sua tecnologia de construção.

O complexo, que conta com áreas de saúde e módulos de isolamento, agora é palco de uma auditoria interna enquanto as buscas terrestres e de inteligência se intensificam no norte e sul do estado para tentar recapturar os foragidos.

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